Finados: testemunho confiante da vida eterna
adcionada em 01/11/2017
Além de rezar pelos entes queridos que faleceram, cada cristão é chamado a refletir sobre o mistério da morte e ressurreição na Comemoração dos Fiéis Defuntos, celebrada no dia 2 de novembro.

Programação das missas nos cemitérios do Rio

A Igreja sempre rezou e exortou os fiéis a intercederem pelos mortos. Sendo um dos textos mais importantes do Concílio Vaticano II, a Lumen gentium recorda que “Tendo perfeito conhecimento desta comunhão de todo o Corpo Místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os primeiros tempos do cristianismo, venerou com grande piedade a memória dos defuntos” (Lumen gentium, 50).

Por essa razão, recomenda-se a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros, as santas missas, como testemunho confiante da vida eterna, apesar da dor da separação dos entes queridos.


De acordo com o Papa Francisco: “O Dia de Finados tem esse duplo sentido: primeiro, o sentido da tristeza. O cemitério é triste, nos lembra dos nossos entes queridos que morreram e nos recorda o futuro: a morte. A esta tristeza nós trazemos flores como sinal de esperança (...) A esperança da ressurreição não decepciona (...) Quem percorreu primeiro este caminho foi Jesus. Nós percorremos o caminho que Ele percorreu. Com a sua Cruz, Ele nos abriu a porta da esperança, nos abriu a porta para entrar onde contemplaremos Deus”.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, as almas no purgatório – a Igreja Padecente – também intercedem pela Igreja Militante na terra. “A nossa oração por eles – no Purgatório – pode não somente ajudá-los, mas também torna eficaz a sua intercessão por nós” (n. 958).

Nesta data, é permitido que os sacerdotes celebrem três missas especiais em intenção aos fiéis defuntos. Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1915, o então Papa Bento XV decidiu estender a toda a Igreja esse privilégio, uma vez que somente os países da América Latina, Espanha e Portugal tinham as celebrações desde o século 18.

Indulgência Plenária

De acordo com o Diretório Litúrgico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), os fiéis que visitarem os cemitérios, durante todos os dias da semana de finados, e rezarem pelos defuntos, ainda que mentalmente, “concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos. Diariamente, do dia primeiro ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice”.

A Indulgência Plenária também é concedida àqueles que visitarem as igrejas, entre os dias primeiro e 8 de novembro, e rezarem o Pai Nosso, o Credo, além das condições para a mesma, tais como aos que visitarem os cemitérios.


As celebrações

Todos os cemitérios da cidade ficaram abertos ao longo do Dia de Finados para que os fiéis possam rezar por seus entes queridos. Além disso, em cada um deles, há uma programação especial com celebrações da santa missa, além da presença de seminaristas e agentes do Ministério da Consolação e Esperança que acompanharão os visitantes nas orações.

O Cardeal Orani João celebrará a missa em sufrágio aos que faleceram no Cemitério São Francisco da Penitência, no Caju, às 8h, onde também haverá a inauguração do crematório.

Essa celebração será rezada em intenção aos padres falecidos, uma vez que muitos sacerdotes estão na quadra da Irmandade de São Pedro, onde o arcebispo fará uma homenagem com flores aos padres que morreram.

No Ossuário da Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro, a celebração acontecerá às 10h. Na Igreja Mãe da Arquidiocese do Rio a missa será em intenção aos arcebispos e bispos falecidos.

Na cripta do local, estão os restos mortais dos cardeais Jaime de Barros Câmara e Eugenio de Araujo Sales – que atuaram como arcebispos do Rio –, além dos bispos auxiliares Dom João d’Ávila Moreira Lima, Dom Romeu Brigenti e Dom Narbal da Costa Stencel. Monsenhor Ivo Antônio Calliari – que fez o projeto e executou a construção da nova Catedral – é o único sacerdote na cripta.

No Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, haverá, às 12h, o concerto da Banda Sinfônica da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em homenagem aos policiais assassinados. Nessa mesma intenção, o Cardeal Orani celebrará a missa, às 13h.

Já no Cemitério de Santa Cruz, a santa missa com o arcebispo, será às 16h. Essa celebração será em intenção aos falecidos vítimas da violência urbana e aos que são enterrados como indigentes, aos quais Dom Orani homenageará com flores.

Coleta em Benefício ao Seminário de São José

A coleta das missas no Dia de Finados será destinada ao Seminário Arquidiocesano de São José, em prol da promoção das vocações e na contribuição para a reforma e demais necessidades da instituição.

Atualmente, o Seminário Arquidiocesano de São José acolhe 209 seminaristas, incluindo aqueles que estão nos seminários Menor, Propedêutico e Maior. Desse total, 28 são de outras dioceses do Brasil. Para o próximo ano, a expectativa é de que a instituição acolha 250 seminaristas. Por isso há a necessidade de ampliar as instalações para atender a um número cada vez maior de vocacionados.

Fonte: Arquidiocese RJ