‘Esperança e confiança na eternidade’
adcionada em 02/11/2017
Os corações de luto puderam reavivar a chama da esperança na vida eterna, na data em que a Igreja celebra a Comemoração dos Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro.

Logo na manhã de hoje, o Cardeal Orani João Tempesta celebrou a missa em sufrágio aos que faleceram
no Cemitério São Francisco da Penitência, no Caju, às 8h, em intenção aos padres falecidos, uma vez que muitos sacerdotes estão sepultados na quadra da Irmandade de São Pedro. Durante a celebração, também houve a inauguração do crematório.

‘Uma vida que não termina’

Em seguida, Dom Orani presidiu a santa missa na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Centro da cidade, em intenção aos arcebispos e bispos falecidos, os quais, alguns, estão sepultados na cripta da Igreja Mãe do Rio.

O cardeal iniciou a homilia afirmando que “a celebração de finados possui duas conotações: de um lado, saudosa, pois recordamos com carinho e saudade daqueles que faleceram; e do outro lado, de esperança e confiança na eternidade. Porém, ao mesmo tempo, de reflexão para nossas vidas, uma vez meditado tudo isso”, iniciou.

Dom Orani ainda ressaltou a perspectiva da Igreja nesta celebração. “A liturgia nos recorda que tudo passa e que, mesmo quando fechamos os olhos para a realidade deste mundo, temos uma vida que não termina. Somos chamados, desde já, a vivermos em Cristo Jesus ressuscitado. Esta é a perspectiva da Igreja ao celebrarmos os fiéis defuntos: sabemos que Cristo, vencendo o pecado e a morte, a morte já não tem mais vitória”, destacou.

Segundo o arcebispo, a Igreja Militante – na terra – está em gestação para ser gerada na Igreja Triunfante – no céu. “É inevitável. Todos nós passaremos pela morte, assim como todos um dia nascemos. Estamos em gestação neste mundo para sermos gerados na eternidade. O dia de hoje reafirma nossa fé, numa vida que não se encerra com a morte, mas sim em Deus. Uma vez que nossos olhos se fecham para este mundo, nós o abrimos para a eternidade em Cristo”, pontuou.

Para o pároco da Catedral, padre Cláudio dos Santos, mesmo diante da saudade, o povo de Deus é consolado com a certeza da vida eterna. “Nosso coração, realmente, sente saudade daqueles que partiram, mas, ao mesmo tempo, somos consolados pela certeza da vida nova que o Senhor concedeu a cada um para estar junto a Ele no céu. Que nós também possamos, um dia, alcançar essa mesma graça”, frisou.

No fim da celebração, Cardeal Tempesta deu a bênção nos túmulos dos bispos e arcebispos que estão sepultados no local, sendo o mais recente deles o Cardeal Eugenio Araujo Sales – arcebispo do Rio entre os anos de 1971 a 2001.

Celebrações

Ao longo do dia, os cemitérios da cidade permanecerão abertos para que os fiéis possam rezar por seus entes queridos. Serão celebradas, aproximadamente, 100 missas nos cemitérios, sem contar aquelas que acontecerão nas paróquias e capelas da Arquidiocese do Rio.
Seminaristas e agentes do Ministério da Consolação e Esperança estarão disponíveis nos cemitérios para atender aos fiéis que necessitarem de uma palavra de esperança. A Comunidade do Caos à Glória também fará evangelização no Cemitério de Irajá.

Durante a tarde, Dom Orani presidirá a missa em sufrágio aos que morreram no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, às 13h, em intenção aos policiais assassinados e suas famílias.
Já no Cemitério de Santa Cruz, a celebração presidida pelo arcebispo será às 16h, na qual Cardeal Tempesta fará uma homenagem com flores às vítimas da violência urbana e aos sepultados como indigentes.

A coleta deste dia será destinada ao Seminário Arquidiocesano de São José, com o intuito de promover as vocações, além de contribuir com as obras e demais necessidades da instituição.