História

Da Pedra Fundamental aos Dias de Hoje

3 Séculos de Esperança

De 1676 a 1979 a Arquidiocese funcionou em templos emprestados e igrejas provisórias até erguer sua sede.

A Grande Obra

Pedra Fundamental: 1964
Inauguração Oficial: 1979

Liderada por Mons. Ivo Calliari

Visitas Papais

Palco de encontros históricos com São João Paulo II e o Papa Francisco na JMJ 2013.

Fundação da Estrutura da Catedral (Década de 60)
Fundação da Estrutura da Catedral (Década de 60)
Estrutura da Catedral sendo construida (Década de 60)
Estrutura da Catedral sendo construida (Década de 60)
Estrutura da Catedral sendo construida (Década de 70)
Estrutura da Catedral sendo construida (Década de 70)
II Encontro do Papa João Paulo com as Famílias
II Encontro do Papa João Paulo com as Famílias
II Encontro do Papa João Paulo com as Famílias
II Encontro do Papa João Paulo com as Famílias
Papa Francisco na JMJ 2013
Papa Francisco com Jovens e Clero (2013)

A Trajetória de Fé da Arquidiocese


Clique nos módulos abaixo para explorar detalhadamente cada período do nosso templo metropolitano:

Criada em 1676 pela bula do Papa Inocêncio XI, a Diocese (e posterior Arquidiocese) de São Sebastião do Rio de Janeiro passou quase três séculos sem uma sede própria, funcionando em templos emprestados.

Nos primeiros 58 anos, instalou-se em uma pequena igreja de adubo e telha-vã construída pelo governador Salvador de Sá no Morro do Castelo (demolida em 1922). Em 1734, transferiu-se para a Igreja de Santa Cruz dos Militares, permanecendo ali por apenas três anos antes de mudar-se para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos.

Com a chegada da Família Real em 1808, o Príncipe Regente Dom João VI transformou a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na Praça XV, em sua Capela Real, elevando-a à categoria de Catedral — função que cumpriu com nobreza até a inauguração do novo templo moderno.

Após anos de esforços, a Arquidiocese conseguiu a cessão do terreno atual junto ao antigo Estado da Guanabara. No dia 20 de janeiro de 1964, sob o pontificado do Papa Paulo VI, Dom Jaime de Barros Câmara abençoou e lançou a pedra fundamental da nova Catedral.

A construção avançou e, no Natal de 1972, o Cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales já pôde celebrar a primeira missa no local. Em 16 de novembro de 1976, ano do tricentenário da Arquidiocese, o altar-mor foi sagrado. A inauguração oficial e solene Dedicação do Novo Templo aconteceu em 15 de agosto de 1979, data que coincidiu com o Jubileu de Prata de ordenação episcopal de Dom Eugenio.

Grande parte dessa imponente obra se deve ao Monsenhor Ivo Antônio Calliari, incansável empreendedor da construção, nomeado Cura da Catedral em 1976 e seu primeiro pároco em 1983.

Papa João Paulo II (1980 e 1997)

Em sua primeira visita ao Brasil, em 2 de julho de 1980, o Pontífice presidiria uma importante cerimônia com os Bispos do CELAM dentro do templo.

Em 4 de outubro de 1997, durante o II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, celebrou uma missa solene para 5 mil pessoas dentro do templo e milhões de telespectadores pelo mundo, consagrando a beleza monumental e a nobre simplicidade do espaço.

Papa Francisco (JMJ Rio 2013)

Em julho de 2013, a Catedral foi o cenário de dois momentos marcantes da Jornada Mundial da Juventude. O primeiro foi o histórico encontro espontâneo com os jovens argentinos, onde Francisco improvisou o famoso discurso pedindo que os jovens "hagan lío" (façam barulho/despertem as estruturas).

O segundo foi a Santa Missa com o Clero, Religiosos e Seminaristas, reforçando as diretrizes de seu pontificado voltadas para a "cultura do encontro" e para uma missão urbana ativa.

A Catedral acompanhou de perto os momentos de transição e acolhimento dos nossos pastores e arcebispos. Em 22 de setembro de 2001, o templo abriu as portas para receber a posse litúrgica de Dom Eusébio Oscar Scheid como novo Arcebispo.

Mais tarde, em 19 de abril de 2009, o templo recebeu cerca de 10 mil fiéis para a solene celebração de posse de nosso atual pastor, o Cardeal Dom Orani João Tempesta, 7º arcebispo do Rio de Janeiro, cujo lema episcopal guia nossa comunidade até hoje: "Para que todos sejam um".

No subsolo da Catedral encontra-se a Cripta, um espaço sagrado de silêncio e profunda oração onde repousam grandes nomes que conduziram a Igreja do Rio de Janeiro:

  • Dom Jaime de Barros Câmara († 18 de fevereiro de 1971)
  • Monsenhor Ivo Antônio Calliari († 2 de agosto de 2005)
  • Cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales († 19 de julho de 2012)
Nota de memória: O Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid faleceu em 13 de janeiro de 2021, em Jacareí (SP), devido a complicações da Covid-19. Por seu desejo expresso em testamento, foi sepultado na cripta da Catedral de São Dimas, em São José dos Campos (SP).